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Editorial Presença, Traduzione portoghese di "Inchiesta su Gesù" (marzo 2008).
Sinopse:
Nos últimos cinquenta anos, novas descobertas arqueológicas e estudos
filológicos têm permitido somar dados à tentativa de responder à
pergunta sobre quem foi na verdade o homem cuja existência viria a
mudar o mundo. Para fazer uma síntese das últimas investigações sobre
Jesus, Corrado Augias, jornalista e escritor, entrevistou Mauro Pesce,
um dos mais notáveis biblistas italianos. O resultado é este livro que
traz à luz alguns dos aspectos menos conhecidos, e decerto
surpreendentes, da vida do homem real para além do mito. Um documento
de indiscutível interesse, que vendeu 650 000 exemplares em Itália e
será também publicado em Espanha, França e Brasil
Um best-seller que coloca em dúvida vários episódios da vida de
Jesus está causando grande polêmica na Itália.
Inquérito sobre Jesus está há várias semanas na
lista dos livros mais vendidos do país.
O livro traz uma entrevista com o professor de História
especializado em cristianismo Mauro Pesce, da Universidade de Bolonha,
conduzida pelo jornalista Corrado Augias.
Nele, Augias e Pesce questionam, além da ressurreição, data e local
do nascimento de Cristo, que Maria tenha dado à luz permanecendo
virgem, e que Cristo tivesse intenção de fundar uma nova religião.
O livro sustenta que Jesus não tinha intenção de
fundar uma nova religião, e se limitava a pregar aos judeus mantendo-se
fiel tradição da religião hebraica.
“Ele nunca tentou converter os não-judeus. Isto seria feito depois
de sua morte, por alguns seguidores e pelas igrejas cristãs, mudando
bastante o que Jesus pregava e praticava.”
Para os autores do livro, ambos conhecidos e respeitados na Itália, não há nada na pesquisa que possa ofender a fé cristã.
"Não é a oposição entre o que Jesus foi e o que a igreja pensa ter
sido, mas entre o que as pessoas sabem e o que as pessoas não sabem”,
declarou Pesce em entrevista à BBC Brasil.
Ele disse que o livro se baseia quase totalmente nos quatro
evangelhos canônicos (oficiais), embora também tenha usado outras
fontes.
"Os estudos dos últimos 30 anos revolucionaram as teorias
tradicionais. Agora, avalia-se a relação entre os vários textos. Em
alguns casos os evangelhos apócrifos (não reconhecidos pela igreja) dão
informações muito importantes”, afirmou.
O livro aumentou ainda mais as discussões sobre o passado e a vida
de Jesus Cristo, assunto amplamente comentado no mundo católico.
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